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O momento atual da construção civil
É sabido que a construção civil há
vários anos, ressente-se de um volume de obras como
na época do milagre brasileiro. Situação
que levou trabalhadores, então existentes em abundância,
a migrarem para diversos outros setores da economia.
Agora vislumbramos o surgimento
de obras públicas e privadas em enorme quantidade e
espalhadas por todo território brasileiro, com maior
intensidade nas grandes cidades, fruto do aumento de investimentos
na economia, da elevação dos financiamentos
ao segmento imobiliário e de recursos captados no mercado
de ações.
O setor deverá crescer
10,2% em 2008, contra 7,9% em 2007. Esta previsão se
baseia nos empreendimentos já contratados a serem edificados,
no início efetivo das obras do PAC e no aumento dos
investimentos, em geral e do volume de financiamentos imobiliários.
Não há crise de falta de mão-de-obra,
nem apagão de materiais de construção.
Porém, para os profissionais atentos ao mundo da construção,
verificamos que há falta de "mão-de-obra
qualificada", para um avanço significativo no
número de obras no segmento da construção
civil.
O momento atual reflete a estabilidade
econômica, o aumento da renda per capta e a tendência
de queda da taxa de juros, o que induz a alguns a pensarem
que a construção civil atravessa um "boom".
O que ocorre é um crescimento
sustentável do setor da construção civil,
resumido na estabilidade econômica, modernidade e tecnologia,
com o uso da mão-de-obra qualificada disponível,
com grande expectativa de expansão.
Para atender a esta expectativa
de expansão do mercado, é vital o investimento
na qualificação da mão-de-obra de trabalhadores
para a indústria da construção, com ações
conjuntas e individuais desenvolvidas pelo setor público
e privado, tais como:
- Liberação de
verbas federais para as já existentes instituições
voltadas para a qualificação e certificação
da mão-de-obra da construção. Sabemos
que o Estado por si só, não atende a demanda
por educação.
- Estabelecimento de regras
que permitam às empresas manterem turmas para treinamento
e qualificação sem que o aluno seja considerado
empregado e sem que no futuro, caso não aprovado, busque
na justiça vínculo de emprego.
A profissionalização
é necessária e este setor é um dos que
mais geram emprego e que mais têm potencialidade de
recolocação profissional. Para um setor que
responderá por investimentos na ordem de R$ 470 bilhões
nos próximos três anos, o que ocorre é
um grande desafio; temos que trabalhar numa parceria entre
os setores público e privado, para transformar nossa
realidade e fazer a construção civil mudar de
patamar.
Quando olhamos este quadro,
verificamos que o setor já está se movendo nesta
direção, com parcerias firmadas em vários
estados, tais como São Paulo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro entre outros e Blumenau, que em parceria com Fiesc,
Senai, Votorantin e Sinduscon, irão formar neste mês
de fevereiro a primeira turma de 50 Pedreiros diplomados pelo
Senai, num passo inédito para a qualificação
da mão-de-obra da construção civil.
Fonte: http://www.sindusconbnu.org.br/noticias/noticia_n347.htm
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